Pela primeira vez na história, emissoras desejam concorrer por pacote envolvendo 04 edições.
Os principais envolvidos na concorrência pelos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos para os Estados Unidos manifestaram interesse em adquirir um pacote abrangendo quatro edições dos Jogos. O modelo de negócio anterior envolvia apenas duas edições.
O Comitê Olímpico Internacional tinha planejado a venda de um pacote envolvendo os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 em Sochi e os Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro. No entanto, segundo Richard Carrion, membro do conselho executivo do COI, em uma entrevista à Associated Press, um amplo concurso pelos direitos envolvendo quatro edições poderia ser considerado.
Carrion afirmou que NBC, ESPN, Fox e um potencial consórcio envolvendo a CBS/Turner se aproximou do COI com a sugestão de concorrer pela cobertura das quatro edições dos Jogos Olímpicos, o que aumentaria o valor total da negociação pelos direiro em mais de US$ 4 bilhões.
“Sabemos que trata-se de uma decisão importante daqui para frente com qualquer um dos envolvidos.”, disse Carrion, que é responsável pelo gerenciamento das negociações sobre direitos de transmissão para o mercado norte-americano. “Nós queremos ter certeza de que eles estão apresentando os seus melhores e mais altos lances. Eu certamente apoio a intenção das emissoras para concluir uma negociação de transmissão até os Jogos de 2020.”
O COI adiou o início das negociações de direitos de transmissão para os Estados Unidos há mais de um ano por causa da conjuntura econômica desfavorável e uma queda no mercado publicitário em 2009. No entanto, Carrion disse que espera avançar no concurso até o fim do primeiro semestre de 2011.
Os valores arrecadados com a comercialização dos direitos de transmissão são a principal fonte de receita do Comitê Olímpico Interncional e a negociação para os Estados Unidos representa mais da metade do total. Já em 2003, a NBA pagou cerca de US$ 2 bilhões para os direitos de transmissão dos Jogos de Inverno de 2010 em Vancouver no Canadá e os Jogos Olímpicos de 2012 em Londres.
Oi, Red Bull, Banco do Brasil e Natura investem em ações para se aproximar dos consumidores
Por Sylvia de Sá (fonte: Portal Exame)
Responsabilidade social, patrocínio aos esportes e apoio à moda e à cultura. Ações como essas levam o Banco do Brasil, a Natura, o Santander e a Oi a criar uma identidade que aproxima marcas de consumidores. Muito além do papel de cada companhia no mercado, o investimento em atitude de marca faz com que as empresas contribuam para a sociedade e ocupem um papel importante na vida das pessoas.
O agir antes de falar, que é o processo de construção de marca, começa a deixar de ser algo pontual para se fazer necessário no planejamento estratégico de algumas empresas. Hoje, é cada vez mais importante desenvolver uma relação afetiva com os stakeholders, a partir de causas e conteúdos, para ganhar credibilidade no mercado.
“As pessoas não compram mais produtos e serviços. E sim expressam predileções e identificações com as marcas. A marca é o que te faz preferir aquele banco, um iogurte, ou um sorvete. É um desafio permanente para o profissional de marketing preencher esse campo vazio adequadamente para gerar um processo de identificação”, aponta Yacoff Sarkovas, Presidente da agência especialista em atitude de marca Significa.
Iniciativas concretas
Se por algum tempo a publicidade cumpriu o papel de diferenciar marcas e produtos, agora ela não é mais suficiente. “A publicidade é ficção. As marcas precisam agir de forma real e concreta. Por isso entram no esporte, estão em projetos sócio-ambientais, no entretenimento e na moda. Tudo o que chamamos de atitude de marca é a marca se deslocando para o mundo real” explica Sarkovas.
O processo de construção de identidade é validado a partir do momento em que a companhia faz algo que seja de interesse de seus públicos e de maneira concreta. Pensando nisso, o Banco do Brasil encontrou três plataformas de identificação com os consumidores. Uma delas é a cultura. Desde 1989, quando fundou o primeiro Centro Cultural, o banco investe em projetos com foco neste pilar.
São três Centros Culturais Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, além do projeto itinerante, que leva a iniciativa a cidades de todo o país. Nos chamados CCBBs, os visitantes encontram uma programação baseada em artes cênicas, plásticas, cinema, música e programas educativos a preços acessíveis.
Consumidor precisa ser conquistado
Outra plataforma é o esporte. O Banco do Brasil patrocina modalidades como vôlei, futsal, ciclismo, tênis e iatismo. “A cultura e o esporte têm agregado atributos de jovialidade, competitividade e liderança à marca. Todo esse esforço cria um sentimento de identidade com o cliente”, diz Armando Medeiros, diretor de marketing e Comunicação do Banco do Brasil.
A preocupação com o desenvolvimento sustentável também é um pilar importante na estratégia da instituição. Pensando em coordenar o compromisso com o meio ambiente, o BB criou a Unidade de Desenvolvimento Sustentável, responsável pelas ações e políticas de responsabilidade socioambiental. Para compartilhar as iniciativas e dar transparência à gestão da empresa, em 2005, o banco elaborou a Agenda 21, com iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável do Brasil, que é renovada e ratificada semestralmente.
“O consumidor está mais exigente e crítico. Quer ver na marca não só atendimento e produto, mas se identificar com questões de sustentabilidade, cultura e esporte. As empresas precisam utilizar vários instrumentos de comunicação e marketing para conquistar este consumidor”, ressalta o diretor de marketing e Comunicação do BB.
Sustentabilidade na essência
Quando o assunto é sustentabilidade, a Natura também vem à cabeça dos consumidores. Há 10 anos, a empresa lançava a linha Ekos, com um modelo pioneiro de fazer negócios sustentáveis. Nos últimos anos, somente com Natura Ekos, foram realizadas parcerias com 19 comunidades, abrangendo 1.714 famílias, que geraram mais de R$ 8,5 milhões em recursos.
Este ano, a empresa inaugura o seu maior projeto: novos sabonetes de murumuru, cupuaçu, maracujá e cacau, com 20% a 50% de óleo da biodversidade brasileira extraído de ativos comprados de oito novas comunidades. Com isso, a Natura passa a beneficiar mais 263 famílias. Em 2009 foram R$ 1,3 milhão repassados para todas as comunidades fornecedoras. Com os novos sabonetes, a expectativa é de que o resultado seja dobrado, passando a reverter R$ 2,6 milhões.
“A ideia de estar em um caminho sustentável é um valor para a sociedade hoje. E quando é valor para a sociedade, se transforma em percepção de marca. Não há negócio que não vá ter que se remodelar em função disso. As pessoas precisam saber que as empresas estão neste deslocamento. As temáticas sócio-ambientais estão muito em evidência e há muita movimentação corporativa em relação a isso”, conta Sarkovas.
Natura Musical
Além do investimento em desenvolvimento sustentável, outro braço da Natura é a música. Em 2005, a empresa lançou o seu programa de incentivo cultural, o Natura Musical. Ao longo dos anos, a ação tem fomentado a música, apoiando mais de 130 projetos de patrocínio a turnês, CDs e DVDs, resgate de acervos de músicas eruditas e popular, formação musical e pesquisas. Ao todo, mais de 500 mil pessoas foram atingidas diretamente, em 17 estados brasileiros.
Este ano, a companhia amplia a presença do Natura Cultural e lança um portal e um programa de rádio. Além do site, o programete de cerca de cinco minutos comandado pela jornalista Patrícia Palumbo é veiculado também nas rádios Eldorado e Litoral FM, em São Paulo, e Paradiso, no Rio de Janeiro, trazendo entrevistas com músicos, que ainda tocam trechos de suas canções.
A música também tem destaque na Oi. Há cinco anos, a operadora conta com a Oi FM, presente em 10 cidades, e importante no processo de construção e identificação da marca com os consumidores. “A Oi FM é uma plataforma perene e, cada vez mais, procuramos iniciativas que não sejam temporárias, para criar relacionamento”, explica Flavia da Justa, diretora de comunicação de mercado da Oi, em entrevista.
Marca de estilo de vida
Lançada em 2002, a empresa já nasceu com a preocupação em ser uma marca de atitude, voltada para pessoas de espírito jovem. A partir daí, a Oi escolheu quatro plataformas de atuação: moda, música, esportes e cultura. “A moda passa um conceito de inovação, modernidade e liberdade, enquanto música é emoção. Já os esportes são uma questão de paixão e a cultura é um tema muito amplo. Sempre pensamos em como atuar em cada universo, integrando uma plataforma com a outra e gerando conteúdo”, conta a executiva.
A Oi também firmou uma parceria com o Grupo Cultural AfroReggae, fornecendo seus produtos e serviços, como banda larga, TV por assinatura e telefonia, para incentivar o desenvolvimento da comunidade. A empresa ainda participa de eventos como o réveillon de Copacabana e, no ano passado, patrocinou o Oi Fashion Rocks, iniciativa internacional que reuniu moda e música no mesmo palco. A marca ainda dá nome aos teatros Oi Casa Grande e Oi Brasília.
Todo o investimento em atitude faz com que a empresa se diferencie. “A Oi não é uma marca de Telecom. Ela é efetivamente uma marca. Representa um estilo de vida. Cabe em uma rádio, na TV, é fácil de expandir para outras categorias. Sempre tivemos a preocupação em construir uma marca com a qual as pessoas se identificassem”, declara Flavia.
Responsabilidade sobre o entorno
No processo de construção de identidade, é essencial que as ações tenham relevância para a comunidade. Por isso, o Santander viabiliza a reforma dos Arcos da Lapa, um dos ícones do Rio de Janeiro. O banco também instalou 40 novos mobiliários urbanos esportivos em toda a orla da cidade, para incentivar a prática de exercícios. Na cultura, o Santander apoia iniciativas como a Mostra File, que traz obras de artistas do mundo todo para o Brasil, além de divulgar trabalhos feitos por aqui.
O banco também patrocina a Mostra Transfer, que traduz o universo da arte urbana, em São Paulo, e participa da realização do projeto Antigravity Brasil 2010, que traz a companhia acrobática área com 22 performers para apresentações no Brasil. As ações fazem parte da estratégia do Santander de gerar valor para todos os públicos com os quais se relaciona, dos 11 mil clientes aos 52 mil funcionários.
“Não queremos nos limitar a ser o melhor banco do Brasil, nossa ambição é estratégica. Acreditamos que é possível fazer um banco de corpo e alma, que atenda bem e atue com conteúdos relevantes. O banco deve ter uma visão mais ampla de responsabilidade pelo entorno, seja social, ambiental ou culturalmente, diz Fernando Martins, Vice-Presidente de marca, marketing e comunicação corporativa do Santander, em entrevista.
O melhor ano para a indústria do Esporte e do Entretenimento
Para a indústria da comunicação e do esporte, o ano não poderá ter sido melhor. O Brasil chega ao final de 2010 com absoluto destaque dentro os demais países emergentes. Não bastasse a indicação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o melhor momento já vivido pela economia brasileira deixou claro que o marketing esportivo e de entretenimento viverá no País um ciclo de grande fartura nos próximos seis anos.
Numa combinação ímpar de crescimento econômico, inflação controlada, consumo em alta e uma expectativa de PIB entre 7,5% e 8% superior ao ano passado. Dados do projeto Inter-Meios apontam um incremento do investimento publicitário da ordem de 22,5% até setembro, atingindo R$19 bilhões.
Recordes de vendas em diversos setores, consolidação da nova classe média e indicadores econômicos favoráveis colocaram o Brasil em uma posição inédita de pujança interna e expressão externa. Tal cenário tem atraído cada vez mais a atenção de players globais tanto no aumento dos investimentos por aqui, quanto na chegada ao mercado nacional por parte daqueles que ainda não tinham fincado a bandeira em nosso território.
Com a ascensão da classe C e a conquista de grandes eventos esportivos como Copa e Olimpíada, a publicidade brasileira viveu um 2010 repleto de oportunidades de novos negócios. Confira abaixo, os 50 fatos que marcaram o ano de 2010:
JANEIRO
1. Confiantes, agências projetam crescimento de 5% a 10% e empresas de mídia estimam aumento do faturamento publicitário em 12% (Mercado – Publicidade).
2. Brasil recebe temporada de megashows internacionais e marcas investem em patrocínio (Marketing).
FEVEREIRO
3. Embratur planeja investir R$ 140 milhões em 2010 para divulgar o País como polo turístico (Campanhas).
4. Paris Hilton é garota-propaganda no lançamento da cerveja Devassa, com investimento de R$100 milhões (Campanhas).
MARÇO
5. Campanha do Guaraná Antarctica Zero, criada pela DM9DDB, faz Ronaldo Fenômeno pagar “mico” (Campanhas).
6. Globo e RBS investem R$ 240 milhões em empresa de eventos Geo (Mercado – Eventos).
7. Olympikus busca ganhar terreno no futebol e compra cota da Globo da Copa do Mundo da África (Mídia).
8. Leo Burnett, Loducca e DM9 disputam a conta da Budweiser (Mercado – Agências).
9. Ambev lança o Movimento Cyan, com páginas azuis em jornais e sites, para estimular o uso consciente da água (Atitude de Marca).
10. Class 1 Powerboat, Fórmula 1 das corridas de barcos a motor, tem a sua primeira edição no Brasil (Eventos Esportivos).
11. Fórmula Indy no Brasil, transmitida pela Band, torna-se o quarto maior evento de São Paulo (Eventos Esportivos).
12. Whopper Face, ação da Ogilvy Brasil para o Burger King, ganha repercussão internacional (Campanhas – Marketing Esportivo).
ABRIL
13. Agência Pepper inaugura empresa dedicada ao marketing esportivo, a BR Sports (Mercado – Marketing Esportivo).
14. Campanhas envolvendo a Copa do Mundo da África do Sul entram em campo (Campanhas – Marketing Esportivo).
15. Figurinhas da Copa do Mundo viram febre e procura aumenta 50% em relação à Copa de 2006 (Negócios – Eventos Esportivo).
16. Vivo refilma versão alternativa do milésimo gol do rei Pelé (Campanhas – Marketing Esportivo).
MAIO
17. Claro anuncia parceria com o jogador Ronaldo visando o ano da Copa (Campanhas – Marketing Esportivo).
18. Faturamento dos veículos cresceu 25,1% no primeiro trimestre, segundo o Projeto Inter-Meios (Mercado – Mídia).
19. É criada a Google TV, plataforma aberta que integra televisão e acesso à internet (Mercado – Mídia).
JUNHO
20. Com US$ 4 bilhões arrecadados entre os direitos de transmissão e a venda de patrocínios, Fifa bate recorde com sua maior Copa do Mundo (Patrocínios).
21. A Petrobrás opta por manter seu trio original de agências (Quê, Heads e F/Nazca S&S), em novo processo de licitação (Mercado – Anunciantes).
22. Brasil destaca-se no estudo World’s Hottest Brands, do Advertising Age, com Havaianas, Natura e Azul Linhas Aéreas (Branding).
23. Havas Sport & Entertainment, empresa de marketing esportivo, inicia operações no Brasil (Mercado – Marketing Esportivo).
24. Marca do Itaú é apontada como a mais valiosa do Brasil, com valor estimado em mais de R$ 20 bilhões (Branding).
JULHO
25. Dentsu inaugura uma nova unidade no Brasil: a Dentsu Esportes e Entretenimento (Mercado – Marketing Esportivo).
26. Embratur inicia campanha global de US$ 30 milhões para promover a Copa no País (Campanhas).
27. B\Ferraz é a mais premiada no Ampro Globe Awards, conquistando o prêmio de Melhor Agência Promocional (Mercado – Promoção).
28. Mood conquista dois Ouros com campanha de lançamento da Devassa Bem Loura (Campanhas).
29. Eleito por ‘notáveis’, logo da Copa 2014 gera polêmica entre leigos e especialistas (Campanhas – Marketing Esportivo)
AGOSTO
30. Com a aproximação da Copa e Olímpiada no Brasil, País torna-se prioridade entre os grupos de comunicação do marketing esportivo (Mercado – Marketing Esportivo).
31. Claro encerra parceria com a AlmapBBDO após quase seis anos e passa a ser atendida por F/Nazca S&S e Ogilvy (Mercado – Agências).
32. Sócios de Investmark e BSB criam Sport Strategy (Mercado – Marketing Esportivo)
SETEMBRO
33. 3G Capital Management, fundo controlado por brasileiros, compra a rede Burger King por US$ 4 bilhões (Mercado – Anunciantes).
34. Mano Menezes é garoto-propaganda da Kaiser (Campanhas – Marketing Esportivo).
35. Grupo Totalcom, de Eduardo Fischer, compra The Groove Concept (Mercado – Agências).
36. TV brasileira completa 60 anos (Mídia).
37. 9ine, do WPP e Ronaldo Fenômeno, apresenta marca ao mercado (Mercado – Marketing Esportivo).
OUTUBRO
38. Renato Lóes deixa Leo Burnett para assumir presidência da Dentsu no Brasil (Mercado – Agências).
39. A multinacional alemã Sport und Markt chega ao Brasil para auditar a efetividade dos investimentos no marketing esportivo do País (Mercado – Marketing Esportivo).
40. Case Devassa Bem Loura, criada pela Mood para a Schincariol, ganha Grand Prix da 11a edição do Prêmio MaxiMídia/Grupo RBS (Campanhas).
41. Ford é eleita Anunciante do Ano nos Estados Unidos e Advertising Age considera Apple Melhor Anunciante da Década (Mercado – Anunciantes).
42. Petrobras anuncia investimento de R$ 265 milhões em diversas modalidades esportivas, até 2014 (Patrocínios).
NOVEMBRO
43. Fifa anuncia que abrirá escritório no Rio de Janeiro em 2011 para gerenciar produção e direitos de mídia para as transmissões dos jogos da Copa do Mundo de 2014 (Mercado – Mídia e Marketing Esportivo).
44. Eike e IMG se unem para formar empresa ligada a esportes e entretenimento (Mercado – Marketing Esportivo).
45. Anunciada a criação da TV Corinthians, com investimento de R$ 3 milhões e estreia prevista para janeiro de 2011 (Mídia e Marketing Esportivo).
DEZEMBRO
46. SWU o 3º assunto mais falado no Facebook em 2010 (Atitude de Marca).
47. Crescimento no setor da educação atrai grupos de mídia Valor Econômico, Grupo RBS e o Grupo Abril, que deve movimentar R$ 2,5 bilhões na área (Mercado – Educação).
48. Heineken terá duas agências de publicidade: Mohallen/Artplan e outra a ser definida entre Fischer+Fala (atual), JWT ou Ogilvy (Mercado – Agências).
49. Festa na Praia de Copacabana no Réveillon do Rio de Janeiro exibirá, pela primeira vez, a marca dos Jogos Olímpicos de 2016 (Marketing).
50. Seara amplia aporte à CBF e estampa camisa de treinos (Atitude de Marca – Patrocínio Esportivo).
A crise financeira global afetou a economia do mundo em graus variados. Enquanto mercados líderes como Estados Unidos e Europa viveram sob um estado de incertezas, economias emergentes como o Brasil foram capazes de alavancar o seu crescimento e enfrentar a tempestade. Então, embora eles estivessem em situações opostas, esses mercados tiveram o mesmo resultado: a mudança. Os investimentos, em geral, não crescem. Os clientes estão cortando verbas em cada esquina e a confiança do consumidor nas marcas está no nível mais baixo de todos os tempos. A tecnologia digital continua a impactar os negócios a cada instante. Agências e marcas estão percebendo que o que funcionava tão bem para elas no passado não é mais eficaz. Para garantir sua relevância, muitas estão explorando e desenvolvendo novos modelos operacionais. O modelo de investimento em mídia de massa não é mais o gerador de receita que já foi. Ele demanda uma reavaliação, especialmente nos EUA. A sua ideia é simples: mídia + fee da agência + produção = custo total do investimento em marketing.
Mesmo tendo três componentes para essa equação, é importante notar que a maior parte do budget historicamente tem sido destinada à mídia. De fato, temos visto que o montante destinado a essa área consome cerca de 80% do orçamento. Os demais 20% restantes ficam entre produtoras e agências cada vez mais commoditizadas. Desde os primórdios da televisão, nenhuma outra tecnologia havia sido mais importante para o ciclo de vendas da mídia de massa. Ao movermos o relógio 50 anos para frente, veremos que a rentabilidade da TV nos EUA está diminuindo. O modo como a televisão mexeu com a indústria na época é similar à maneira como a internet, o mobile e a mídia social estão impactando a publicidade agora.
Hoje, o digital está demandando uma fatia do bolo e os clientes que desejam participar desse movimento têm de refinar sua estratégia e realocar recursos de outras partes para acomodá-los nesse novo canal de mídia. E, mesmo que o digital tenda a ser um investimento menor, ele produz grandes resultados, ameaçando aquelas verbas destinadas ao negócio da mídia convencional.
Além disso, dois novos conceitos transformaram o modelo de investimento: a mídia apropriada e a mídia conquistada. Quando uma marca cria sua própria mídia — caso da plataforma digital Nike + ou um vídeo no YouTube — isso é a mídia apropriada. Quando um consumidor compartilha com outros essas propriedades de mídia — passando adiante links de vídeos virais, de blogs ou twittando a respeito de uma marca — isso é uma mídia conquistada.
A oportunidade real na era digital é maximizar a fatia do bolo que está se pulverizando. As agências podem se aproveitar dessa tendência ao se concentrarem seus esforços em produzir soluções utilitárias e proporcionar às marcas um ROI crescente e um maior engajamento do consumidor.
Como resultado da mudança do comportamento do consumidor e da adoção das novas tecnologias — da web aos smartphone, passando pelas redes sociais —, a R/GA arquitetou um novo modelo de agência construído a partir de campanhas e plataformas. O modelo requer parcerias estratégicas com os clientes para criar uma experiência inovadora que sobreviva dentro dessas plataformas. O storytelling ainda é muito relevante, mas ele tem se tornado menos uma metáfora e tem adquirido mais um caráter demonstrativo, colocando produtos e serviços em ação.
A R/GA tem um amplo histórico de colaboração e como a agência cresceu de maneira orgânica, não está presa a um modelo legado. Nossos departamentos e serviços são totalmente integrados: planejamento, atendimento, criação, produção e tecnologia, assim como são os nossos diferentes escritórios, por meio de videoconferência. Mesmo que existam outros modelos, o que estabelecemos produz resultados positivos e mensuráveis. E, mais importante, ele mudou fundamentalmente muitos dos negócios de nossos clientes.
O mercado, de modo geral, está se repaginando. Portanto, apesar de todas as mudanças que nós experimentamos, este é um momento animador para estar no negócio da propaganda. Não há dúvidas de que a recessão nos impulsionou para que as transformações ocorressem num ritmo mais veloz do que em qualquer outro momento de nossa história. Mas agora é a hora de incorporá-las. Quando acordo e encaro um novo dia, sou inspirado por pessoas e pelas tecnologias que me envolvem e olho para frente para descobrir qual será a próxima inovação. V ocê deveria fazer o mesmo.
* Artigo publicado no Meio&Mensagem de 20 de dezembro de 2010
As marcas saltaram das gôndolas e dos anúncios para interagir nas áreas de interesse de seus públicos, apoiando, patrocinando, investindo ou realizando ações sociais, culturais, ambientais, esportivas, de entretenimento, estilo e comportamento que contenham seus atributos. Estas atitudes de marca movimentam parcela expressiva dos orçamentos de marketing e comunicação das empresas, mobilizam um número crescente de profissionais destes setores, ocupam a agenda da alta gestão, fazem emergir novos fornecedores especializados.
Ao agir, a marca concretiza seus significados e gera gratificação afetiva para seus públicos, o que amplia sua relevância e credibilidade. Antes táticas e pontuais, as atitudes de marca passaram a ter papel estratégico para as empresas, tanto para atingir objetivos institucionais e corporativos como mercadológicos e comerciais.
Agora, as marcas constituem plataformas de atuação contínua, formuladas sob medida às suas necessidades. Desta forma, criam e realizam eventos nominativos, como Maratona Pão de Açúcar, Conexão Vivo, Oi Fashion Rocks, Natura Nós About Us, Claro Curtas,Monange Dream Fashion Tour, Skol Sensation, Nike 10K; abraçam causas, como a juventude pela Votorantim, a comunidade pela Vale, a educação pelo Bradesco e Itaú, a nutrição pela Nestlé, a sustentabilidade pelo Santander/Real e Natura, o bem-estar pessoal pelo Pão de Açúcar, a prevenção do câncer de mama pela Avon, o tratamento do câncer infantil pelo McDonalds, a proteção à infância pela Rede Globo.
O campo de atuação das marcas é amplo e diversificado. Elas participam de eventos de moda, como a Oi e Seda; plantam árvores na compra de produtos, como a Ypê e Ipiranga; mantêm rádio-serviço de trânsito, como a SulAmérica e ciclovias, como o Bradesco; nominam casas de espetáculo, como o Citibank, Credicard e HSBC; adotam áreas artísticas, como a música pela Natura, a fotografia pela Pirelli, o cinema pela Petrobras; implantam e mantêm centros culturais, como o Banco do Brasil, Itaú, Santander e Oi, e salas de cinemas, como o Unibanco e TAM; patrocinam times de vôlei, como a Nestlé/Sollys, Unilever/Rexona e Sky, times de futebol, como a Fiat e Seara, o atletismo, como a Caixa, o surfe, como a Petrobras.
Em todos estes exemplos, existe conexão da ação com o negócio. São atitudes que produzem benefício para seus públicos e, em muitos casos, para a sociedade, atendendo simultaneamente objetivos empresariais. Fortalecem a identificação com a marca, o relacionamento com stakeholders, a reputação e a auto-estima corporativa. Geram resultados.
Uma combinação de fatores levou as empresas a produzir experiências efetivas das pessoas com suas marcas, a tangibilizar seus atributos, a assumir posições de interesse público. O desenvolvimento tecnológico e a globalização ampliaram a oferta e diminuíram os diferenciais dos produtos e serviços; os estilos de vida e os padrões de comportamento estão mais diversificados e em constante transformação; as motivações emocionais passaram a ser determinantes no consumo; o desenvolvimento sustentável impôs variáveis sociais e ambientais na equação dos negócios; a sociedade ficou mais crítica, informada e com maior poder de pressão sobre as corporações.
Para sobreviver neste mundo complexo, as empresas devem construir boa reputação e suas marcas devem possuir identidade clara. Quanto maior o respeito pela empresa, menor o risco para o negócio. Quanto mais sentido a marca faz para o público, maior predileção e fidelidade conquista.
As atitudes de marca são impulsionadas não só pela maior responsabilidade das empresas na sociedade e pela relevância emocional das marcas na vida das pessoas, mas também pela perda de eficácia dos modelos convencionais de comunicação. Hoje, os mercados exigem mais que anúncios auto-referentes e ficcionais, pois estes não conseguem dar credibilidade aos compromissos da empresa, aferir autenticidade aos atributos das suas marcas, nem inserí-las na vida real de seus públicos.
Para ganhar espaço, a marca necessita concretizar sua identidade e efetivar suas promessas. Precisa agir. Agir antes de falar. Comunicar por atitude.
*Artigo publicado no Portal ComAtitude em Junho de 2010
Líderes Atletas pela Cidadania pedem revisão das Políticas de Incentivo ao Esporte
Raí Oliveira, Ida, Ana Moser, Magic Paula e Joaquim Cruz reuniram-se hoje (9/8), em São Paulo, com o ministro do Esporte, Orlando Silva. No encontro, os ex-atletas da ONG Atletas pela Cidadania levaram ao ministro propostas para a valorização do esporte brasileiro tendo em vista a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.
No documento apresentado, os atletas defendem a necessidade de democratização da atividade esportiva, em todas as escolas públicas, com aumento do investimento público na educação esportiva. Pedem, ainda, a revisão do Sistema Nacional do Esporte, de forma que a sociedade tenha mais dados e informações sobre o assunto.
O presidente da Atletas pela Cidadania, Raí Oliveira, acredita que o esporte ainda é visto como supérfluo dentre um universo de temas tão importantes para o desenvolvimento do Brasil. O esp orte desejado pelos atletas da ONG vai contribuir para o desenvolvimento da sociedade, na melhoria dos indicadores sociais, de um modo geral. Por isso, é necessário um maior investimento no desenvolvimento de políticas públicas que busquem o esporte para o desenvolvimento social e por isso, os recursos atuais e a média histórica não são suficientes, ainda mais tendo-se em vista os mega eventos esportivos.
Conheça os principais pontos do documento:
1. Garantia da prática esportiva na educação pública brasileira, estabelecendo como metas: ter até 2014, 100% das escolas públicas das cidades sedes da Copa do Mundo, com esporte educacional regular, monitorado por um profissional e espaço físico adequado e para 2016, a cobertura de 80% das instituições de todo territó rio nacional.
2. Democratização da atividade esportiva, proporcionando equipamentos públicos com diversidade de modalidades ofertadas para a população, como forma de estimular a prática desportiva para melhoria dos níveis de saúde pública. A meta estabelecida pela ONG é dobrar a freqüência de atividade física entre os brasileiros nas cidades sedes da Copa do Mundo até 2014 e em 2016 alcançar toda a população do país.
3. Aumento dos investimentos públicos, chegando até 2016 com 2% do orçamento federal dedicado ao esporte e 1% estados e municípios, especialmente aqueles que sediarão os eventos esportivos Copa de 2014 e Rio 2016.
4. Revisão do Sistema Nacional de Esporte, com foco para: levantamento de dados e informações regulares, desenvolvimento e implementação de sistemas de monitoramento e avaliação do esporte, a integração das políticas públicas, proteção ao atleta profissional com garantia de estudo e formação, além da integração do sistema esportivo educacional, participação e alto rendimento.
5. A Pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE aponta que das 140.867 escolas públicas municipais somente 12% possuíam instalações esportivas. Para os atletas, é preciso que a cultura prática esportiva seja incentivada desde a infância, como forma de se incorporar os valores atrelados ao esporte como respeito, saúde e cultura de paz, além de ser o início para o investimento em futuros atletas profissionais.
6. O mesmo documento do IBGE demonstra que as prefeituras têm apenas 1,4% de seu pessoal dedicado à área do esporte. Revela, ainda, que somente 7,4% dos municípios possuíam complexo esportivo, 67% destes concentrados na região sudeste. O mesmo relatório aponta que as competições esportivas existem em 78,4% dos municípios e o esporte de base em 59,6%. A estatística por modalidade mostra que a maior parte das cidades investe em futebol (95,5%) e futsal (66%), seguidos por vôlei (60,5%) e atletismo (43,6%).
7. Ainda segundo a ’Pesquisa Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas’ do Ministério da Saúde, em 2008, no conjunto da população adulta das 27 cidades estudadas, a freqüência da atividade física suficiente no lazer foi de apenas 16, 4%. O documento ainda aponta que prática aumenta com a escolaridade das pessoas.
Para conferir a entrevista de Ana Moser para a Veja sobre a Organização Atletas pela Cidadania, acesse: http://migre.me/14P92
Comemorar o Dia dos Pais é uma tradição cada vez maior. No último domingo (08) não foi diferente. Reunião em família para homenagear a figura do pai é sempre animada e o futebol é sempre o grande tema em volta da mesa.
Neste ano, em especial, o assunto era alegre e um motivo de orgulho para todos da Família Foster. Afinal, torcedores do Santos Futebol Clube, não deixaríamos de exaltar o recém-conquistado título da Copa do Brasil. O segundo de uma temporada em que o time da Vila Belmiro volta a ser mais bonito e genial do que a própria Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.
Esse presente é muito melhor do que qualquer outro comprado em um Shopping qualquer. Por isso, no post desse domingo, gostaria de homenagear o responsável por esse sucesso. Na minha opinião, mais do que Robinho, Ganso ou Neymar, o responsável chama-se Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente “novo em folha” do Santos FC.
Para homenageá-lo, gostaria de fazer uma relação entre a sua história profissional como um dos maiores avaliadores de bens imobiliários do Brasil e sobre as competências necessárias para administrar um clube de futebol profissional brasileiro no século XXI.
Todos sabemos que o jogador é uma mercadoria, um produto, um recurso humano fundamental para o funcionamento do espetáculo. Sabemos que o Brasil e nele, o Santos FC, é um dos maiores planejadores, criadores, desenvolvedores e mantenedores desse produto. O Santos FC possui um projeto bem administrado para a sua base de jogadores e revela talentos consistentemente.
No entanto, para fazer um Clube crescer é preciso ter competência. Isso significa que o líder de um projeto de sucesso precisa possuir conhecimentos, habilidades (competência técnica) e as atitudes (competências comportamentais) necessários ao desenvolvimento do negócio em que atua.
Luis Álvaro de Oliveira possui uma combinação desses três elementos, o que o faz um presidente vencedor. No Santos, Luis Álvaro tem conseguido motivar e, principalmente, reter talentos, garantindo o permanente desenvolvimento individual dos jogadores, antecipando obstáculos e eventuais estrangulamentos, e o ajustamento entre as oportunidades disponibilizadas pelo clube, as expectativas dos jogadores e equipe técnica e as competências necessárias à potencilização do negócio, conquistar títulos.
Na minha opinião, além de toda a sua história em grandes organizações públicas, Luis Álvaro possui uma competência fundamental desenvolvida em muitos anos de dedicação ao setor imobiliário. Sua função como analista imobiliário envolvia as seguintes funções:
- Estimar o seu valor
- A compra ou venda de imóveis, ,
- Estudo econômico e financeiro de um projecto de investimento,
- Cálculo de indenização por expropriação, a determinação do valor para efeitos fiscais
Consequentemente de acordo com o âmbito, objetivo da avaliação e tipo de imóvel ou propriedade a avaliar podem ser determinados diversos valores.
Alguma semelhança com o negócio do futebol profissional no Brasil?
“Meu médico e minha família me chamaram de louco por assumir a candidatura, pois em julho de 2003 havia sofrido um enfarto e quatro paradas cardíacas. Mas o amor pelo Santos falou mais alto, e dois meses depois de ver a morte de perto eu estava lá como candidato”, conta Luis Álvaro.
Por todo o amor e carinho pelo nosso time e pelas suas competências para agregar valor e reter talentos, garantindo ao Santos FC uma das melhores temporadas de sua história, gostaria de agradecer ao presidente Luis Álvaro de O. Ribeiro pelo belíssimo presente oferecido ao meu pai nesse dia tão especial.
A Arena Palestra Itália, complexo multiuso que será construído pela WTorre no terreno do Palmeiras, na zona oeste de São Paulo, deverá render R$ 90 milhões por ano em aluguéis de lojas, camarotes e patrocínio de área.
Essa é a estimativa do Palmeiras e da WTorre para o complexo, que começará a ser construído nas próximas semanas. O espaço terá capacidade para até 45 mil torcedores, divididos em dois anéis, além de 197 camarotes, lojas e restaurantes.
“Queremos fazer do lugar um espaço de entretenimento 24 horas, para shows, lojas de conveniência, festas e camarotes, que poderão ser usados como salas de reunião mesmo fora dos dias de jogo”, diz Bruno Laskowsky, diretor-geral da WTorre Properties, encarregada da obra.
Pelo acordo, WTorre e Palmeiras dividirão as receitas por 30 anos, prazo de concessão da Arena à WTorre. O clube terá participação crescente na receita com aluguéis em todas as propriedades sob gestão da WTorre, como camarotes, restaurantes e lanchonetes. A participação pode variar de 5% a 20% e crescerá a cada cinco anos.
“Será uma fonte importante de receita extra para o clube”, disse à Folha o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo. A renda dos jogos do Palmeiras será integralmente do clube e não está nos cálculos.
A construção da arena demandará R$ 300 milhões. Segundo a WTorre, 50% já foram levantados com o Banco do Brasil. O restante será negociado a partir dos próximos meses com investidores externos e recursos próprios.
DIREITOS DE USO
A Traffic, empresa contratada pela WTorre para fazer a comercialização de patrocínios da arena, está em fase final de negociação dos “naming rights” para dar um novo nome ao estádio.
O contrato seguirá os padrões de diversos estádios europeus, onde grandes empresas dão seus nomes ao estádio e remuneram o clube.
“Três empresas já pediram para ver o modelo de contrato”, diz Mauro Holzmann, diretor de novos negócios da Traffic. A empresa também negocia os cinco principais patrocinadores da arena e a venda de camarotes.
O início das obras depende de alvará de execução da Secretaria Municipal de Habitação. Segundo o órgão, dois documentos -um de impacto na vizinhança e outro sobre as áreas verdes- ainda não foram entregues.
A Copa do Mundo é aliada para uma mudança saudável no jeito de torcer do brasileiro.
Na última semana de julho foi sancionada a lei que atualiza o Estatuto do Torcedor com o intuito de oferecer maior segurança às pessoas que escolhem o espetáculo esportivo, principalmente o futebol, como opção de entretenimento para o final de semana.
O projeto de lei aprovado reorganizou tópicos importantes que garantem qualidade, cidadania e aproximam o atendimento ao torcedor do código de defesa do consumidor.
Os principais assuntos discutidos tratam da (1) violência dentro e ao redor das arenas esportivas, (2) regras e condições para a entrada do torcedor nas arenas esportivas, (3) intermediação irregular para a comercialização de bilhetes de ingresso, a (4) implementação de sistemas de monitoramento e a (5) responsabilização da entidade que organiza a prática de torcer pelas equipes esportivas.
Sabemos, todos, que essas medidas foram adotadas por pressão e preparam nosso país para a Copa 2014. A transformação do contexto de medo e desconforto dentro e fora dos estádios em dias de jogos de futebol é urgente. Afinal, a experiência de vivenciar uma partida de futebol é fundamental para a vida e para a formação cultural do povo brasileiro.
No entanto, mais do que o endurecimento da fiscalização, é importante refletirmos sobre o conjunto de atitudes que o brasileiro manifesta durante a torcida pelo time do coração.
Não existem dúvidas que o brasileiro é um povo alegre e com muita energia. Esses dois aspectos nos orgulham e fazemos questão de exaltá-lo. Só que o povo brasileiro também valoriza a provocação e a gozação. Daí é preciso ter cuidado, pois pode extrapolar para a humilhação e a discriminação.
E só quem se sente humilhado ou discriminado sabe que a reação pode ser um xingo, um tapa, um soco, um tiro ou uma bomba.
O torcedor precisar ser cuidadoso e generoso. Precisa saber equilibrar a sua alegria com o seu desejo de provocar os outros, como se fosse malandro ao se esconder na multidão.
Quantas vezes fui ao estádio e, minutos antes de iniciar a partida, presenciei uma verdadeira transformação de senhores, jovens e crianças que, com a entrada do trio de arbitragem em campo, uniam-se, levantam-se e começavam a xingar e assobiar. Quando o “coro” diminuía, todos olhavam entre si e sorriam felizes como se, juntos, tivessem encontrado um alvo distante e inofensivo para ser atacado.
Esse exemplo é simples, talvez banal, mas representa uma atitude e um jeito comum de expressar o comportamento de torcedores brasileiros.
As partes envolvidas que sofrem diretamente com a nova lei estão se manifestando e a resistência de muitos irá continuar. Nesse momento, temos uma Copa do Mundo para apoiar e sustentar a tese dos que defendem uma mudança no jeito de torcer do brasileiro.
No entanto, no futuro, muitos lembrarão, com saudades, do jeito malandro de torcer. Do tempo em que respondiam com a boca cheia “Se quiser sentar, vai para numerada ou compra o pay-per-view.”